segunda-feira, 15 de dezembro de 2008

Lousie

I'm in flames
And when the flames go higher
They burn my skin
Off with desire.

I'm sick and tired
Of the same old flame
Of the same old shame
That makes me sway.

No one can teach me
No one is here to save me
And as it goes wrong
I can't stand up again.

Let it burn
Let it turn me into dust
Bring me in your chest
And let me take your heart out
I want to eat it

I want to taste your brain
And then spit it out
Like some exquisite poison
With some exquisite vow.

quinta-feira, 11 de dezembro de 2008

Like Miss Lonely




Once upon a time you dressed so fine
You threw the bums a dime in your prime, didn't you?
People'd call, say, "Beware doll, you're bound to fall"
You thought they were all kiddin' you
You used to laugh about
Everybody that was hangin' out
Now you don't talk so loud
Now you don't seem so proud

About having to be scrounging for your next meal.

How does it feel
How does it feel
To be without a home
Like a complete unknown
Like a rolling stone?

You've gone to the finest school all right, Miss Lonely
But you know you only used to get juiced in it
Nobody has ever taught you how to live out on the street
And now you're gonna have to get used to it
You said you'd never compromise
With the mystery tramp, but now you realize
He's not selling any alibis
As you stare into the vacuum of his eyes
And say do you want to make a deal?


How does it feel
How does it feel
To be on your own
With no direction home

A complete unknown
Like a rolling stone?

You never turned around to see the frowns on the jugglers and the clowns
When they all did tricks for you
You never understood that it ain't no good
You shouldn't let other people get your kicks for you
You used to ride on the chrome horse with your diplomat
Who carried on his shoulder a Siamese cat
Ain't it hard when you discover that
He really wasn't where it's at
After he took from you everything he could steal.


How does it feel
How does it feel
To be on your own
With no direction home

Like a complete unknown
Like a rolling stone?

Princess on the steeple and all the pretty people
They're all drinkin', thinkin' that they got it made
Exchanging all precious gifts
But you'd better take your diamond ring, you'd better pawn it babe
You used to be so amused
At Napoleon in rags and the language that he used
Go to him now, he calls you, you can't refuse
When you ain't got nothing, you got nothing to lose
You're invisible now, you got no secrets to conceal.


How does it feel
How does it feel
To be on your own
With no direction home

Like a complete unknown
Like a rolling stone?

B.D.

domingo, 7 de dezembro de 2008

Just like honey...



Listen to the girl
As she takes on half the world
Moving up and so alive
In her honey dripping beehive
Beehive
Its good, so good, its so good
So good

Walking back to you
Is the hardest thing that
I can do
That I can do for you
For you

Ill be your plastic toy
Ill be your plastic toy
For you

J.A.M.C.

Praça de Mouros

Fecha essa garrafa
Dança comigo
Volta para mim
Sai desse esconderijo.

Queria que fosses a minha salvação
Que me levasses
Deste passado
Desta tentação 
De recuar.

Só me fazes rodopiar
Naquilo que odeio
Naquilo que quero evitar
O medo de amar.

E fico aqui, exposta
E não quero
Porque nunca fiz o mesmo contigo.
A resposta está longe de alcançar.

Não te quero conhecer
Mas não te quero abandonar
Agarro-me à tua barba
Cerrada fico nesta nova escada!

terça-feira, 2 de dezembro de 2008

I already know...




You see me trying to smile up on this pole
But I'm just hiding the pain that’s deep in my soul
You wanna fuck me
And I already know
You wanna fuck me and toss me back on the floor

Simon, my brother, said 'i loved her'
Should I say that he loved me
I was in second grade, he was fourteen
In the shady of the trees
There was a summer breeze
Whole thing's a blurry dream 
Behind the house quiet as a mouse
He told me not to even breathe
A secret hard to keep 
I didn't know till thirteen
By then I knew what to do 
Just an old routine
All the boys had a thing for me 

You see me trying to smile up on this pole
But I'm just hiding the pain that’s deep in my soul
You wanna fuck me
And I already know
You wanna fuck me and toss me back on the floor

My mama always said 'you're the brightest star' 
In life, you're sure to go so far
Been at this club about four years
Hooked on dope, crying in the mirror
When we were just little girls
We learned to dance in mama’s pearls
Baby bend over and shake that ass 
Hey, you wanna come home with me
Hoping you fall in love with me
I could make love to you for free
We could just get a place and start a life 
And try to make things right.

You see me trying to smile up on this pole 
But I'm just hiding the pain that’s deep in my soul
You wanna fuck me
And I already know
You wanna fuck me and toss me back on the floor

CR.

domingo, 23 de novembro de 2008

Ruptura de Ligamentos




lights, squares
a detail fakes the whole
catch the abstract, all in all.
a shift so small
but remembered after all.
unseen sights you're hanging on
catch the abstract, all in all a shift so small
but remembered after all.
add all, add all, add all, add all...
to one bigger picture.

domingo, 16 de novembro de 2008

Fim do eterno Cotidiano



Todo o dia ela faz tudo sempre igual
Me sacode às seis horas da manhã
E sorri, um sorriso pontual
E me beija com a boca de hortelã.

Todo o dia ela diz que é para eu me cuidar
Essas coisas que diz toda a mulher
Diz que está me esperando para o jantar
E me beija com a boca de café.

Todo o dia eu só penso em poder parar
Meio-dia eu só penso em dizer não
Depois penso na vida para levar
E me calo com a boca de feijão.

Seis da tarde como era de esperar
Ela pega e me espera no portão
Diz que está muito louca para beijar
E me beija com a boca de paixão.

Toda noite ela diz para eu não me afastar
Meia-noite ela jura eterno amor
E me aperta para eu quase sufocar
E me morde com a boca de pavor.

C.B.

quarta-feira, 12 de novembro de 2008

Insensatez

A insensatez que você fez, 
Coração mais sem cuidado
Fez chorar de dor, o seu amor, 
Um amor tão delicado.

Ah, porque você foi fraco assim,
Assim tão desalmado
Ah, meu coração quem nunca amou,
Não merece ser amado.

Vai meu coração ouve a razão, 
Usa só sinceridade
Quem semeia vento, diz a razão, 
Colhe sempre tempestade.
Vai, meu coração pede perdão, 
Perdão apaixonado
Vai porque quem não, pede perdão, 
Não é nunca perdoado.

A.C.J. & V.M.

sexta-feira, 7 de novembro de 2008

segunda-feira, 3 de novembro de 2008

J'aime toi, pardon...



Uma garrafa
Atirada para o deserto
Cheia de promessas e saliva
Uma garrafa
Partida, de estilhaços
Quebrando nossos antigos passos.

Silencia-se a lua
E todo este frio
Gela-te...
As tuas mãos estão feridas
A tua ébria decisão
Torna-se a cada dia
Mais e mais
Ardente.

E fico aqui sentada
Ofegante
Com uma dor no peito
De não mais poder
Levar-te no meu colo
De não mais poder
Ser teu berço.

Partes e em toda a parte
Sinto a tua presença
E em todas as pedras da calçada
Ouço a tua voz
Espero um dia encontrar-te
Sedento 
Desta mesma água
Desta mesma garrafa
Que ficou no meio do deserto
Esperando ser devorada,
Esperando desaparecer...

domingo, 2 de novembro de 2008

I'm not my own it's not my choice

É tudo um simples sonho,
Sonho de uma noite de verão
E quando passamos o pinhal recheado
De atentados à Natureza
Deparamo-nos com uma descida precipitada.
Ainda queria que me desses a mão
Para me ajudares a descer
Que me quisesses abraçar
À beira mar
Que vivesses comigo 
Na modesta forma de amar,
Que dormisses agarrado ao meu umbigo
E que fotografasses tudo com indecência.
As minhas pernas,
O vestido levado pelo vento,
As tuas lágrimas,
Os lençóis,
O pó.


quinta-feira, 30 de outubro de 2008

terça-feira, 28 de outubro de 2008

Capítulo 0

Estou no centro
Cansada de esperar
Para entrar no próximo capítulo
A suportar discussões
Embriagadas
Os jogos dos fumadores
E pergunto a um careca nojento
Que está sentado num banco
Aquilo que devo fazer
Ele responde simplesmente: Sim!
Aqui está, é o novo capítulo
Subo a rua
Viro à direita
Viro à esquerda
Encontro um pedaço de passado
Disfarçado pelo fumo de mais um cigarro,
As beatas não me caem bem!
Depois trocamos números de lotaria
Será que a sorte nos calha?
Sigo em frente e paro
No circulo atolado de quadrados
À espera do meu erro,
Da minha porta fútil e viva.
Aí está ela! Sai, paga a conta
Aperta a mão a um sujeito
E vem para mim com sorriso forçado
Como se eu fosse o fim triste de uma noite pestilenta.
Estou dentro do caixote do lixo
Verde de enjoos com o que se vai passar.
Mas vamos! Para evitar frustrações pego num belo pombo correio,
Faço-o voar, para enviar um pedido de socorro
A quem não me pode salvar.
Inútil!
Seguimos, descemos as escadarias da Igreja,
Caem-nos favas em cima das cabeças,
O arroz está caro e não se pode estragar
Assim, com cerimónias efémeras
Procuramos padrinhos,
Telefonamos-lhes...
Não estão! Não podem! 
Encontraram um ninho de amor...
Volto para o mesmo sitio,
É para onde a minha porta me trás
De volta à mesma velha merda.
Animal, acalma-te!
Fugimos... Eu vi-o!
É tão melhor, tão quente
Tão chão, tão terra!
Que pena ter marcado o número errado...
Já não escrevo cartas de amor... 

sábado, 18 de outubro de 2008

The same old goodbye

You knew in five minutes, 
But I knew in a sentence 

It's not like I dropped the bomb, 
on my conscience  
It takes fightin' day and night 
to make such a good thing die 

Out, everyone out 
I give too much shit at home 
In my heart and mind 
It gets me every time 

So why do we go 
Through all this shit again? 
Your eyes are Flutterin' 
Such pretty wings. 
A moth flyin' into me 
The same old flame again 
It never ends.

TAF

segunda-feira, 13 de outubro de 2008

Nugénio


A minha forma de repousar 
Torna-se turva
Os sonhos atormentam-me
Não consigo deixar de vislumbrar
Tragédia
Nas linhas que escreveste,
Porque percorremos ruas 
Subimos dunas
Apregoando cumplicidade
E agora sinto me aqui
Só 
Não te sabendo fechar nessa caixa
Para fazeres companhia a Camões.
Quero despedir-me de ti
Mas não deixas
Assim é tudo despido de sentido.
Até que aqui chegues
Até que eu chame o teu nome
Irá surgir todo um Universo
Perder-se-à a nossa história
Nunca mais teremos inverso
Nunca mais se saberá o que Tu Disseste
Ou o que irias dizer,
Isso morre, mas não Interessa
Não Interessa NADA!

domingo, 12 de outubro de 2008

Navoar

Era uma vez um mono-asa.
E como era mono-asa só podia voar numa direcção.
Mas a generosa natureza tinha tomado as suas providências e ao mono-asa não interessava de onde vinha ou para onde ía. Por isso a sua asa tinha a forma de uma barbatana, e a maior parte das vezes servia-lhe de leque.

quinta-feira, 9 de outubro de 2008

Estranha forma de vida...

Foi por vontade de Deus
Que eu vivo nesta ansiedade
Que todos os ais sao meus
Que é toda minha a saudade
Foi por vontade de Deus

Que estranha forma de vida
Tem este meu coracao
Vive de vida perdida
Quem lhe daria o condao
Que estranha forma de vida

Coracao independente
Coracao que nao comando
Vives perdido entre a gente
Teimosamente sangrando
Coracao independente

Eu nao te acompanho mais
Para deixa de bater
Se nao sabes onde vais
Porque teimas em correr
Eu nao te acompanho mais

terça-feira, 7 de outubro de 2008

O pacto de Lumière

Há pequenos degraus que não consigo subir,
A vertigem impõe-se
O medo é maior,
Prefiro seguir as tuas pegadas na ordem descendente
Na perfeição submersa de nós dois.

Não combino o encontro rígido
Mas mesmo assim ele acontece
Parece que o tempo
Nos faz chegar, cruzar
No mesmo sítio, confundindo-nos.

Celebro hoje um pacto com o acaso
Contigo e com todos os outros
Pareço ter sido feito para cair ao sabor das tempestades,
Quando chegam as chuvas
Para depois, quando me abandonam, só
Na terra húmida,
Tornar a nascer.

domingo, 28 de setembro de 2008

Triângulo


O meu amor tem lábios de silêncio 
E mãos de bailarina 
E voa como o vento 
E abraça-me onde a solidão termina. 

O meu amor tem trinta mil cavalos 
A galopar no peito 
E um sorriso só dela 
Que nasce quando a seu lado eu me deito. 

O meu amor ensinou-me a chegar 
Sedento de ternura 
Separou as minhas feridas 
E pôs-me a salvo para além da loucura.

O meu amor ensinou-me a partir 
Nalguma noite triste 
Mas antes, ensinou-me 
A não esquecer que o meu amor existe.

J.P.

sábado, 6 de setembro de 2008

Nós dissemos...

Tu disseste "quero saborear o infinito"
Eu disse "a frescura das maçãs matinais revela-nos
segredos insondáveis"
Tu disseste "sentir a aragem que balança os
dependurados"
Eu disse "é o medo o que nos vem acariciar"
Tu disseste "eu também já tive medo. muito medo.
recusava-me a abrir a janela, a transpôr o limiar da
porta"
Eu disse "acabamos a gostar do medo, do arrepio que
nos suspende a fala"
Tu disseste "um dia fiquei sem nada. um mundo inteiro
por descobrir"
Eu disse "..."Tu disseste "agora procuro o desígnio da vida. às
vezes penso encontrá-lo num bater de asas, num
murmúrio trazido pelo vento, no piscar de um néon.
escrevo páginas e páginas a tentar formalizá-lo.
depois queimo tudo e prossigo a minha busca"
Eu disse "eu não faço nada. fico horas a olhar para
uma mancha na parede"
Tu disseste "e nunca sentiste a mancha a alastrar, as
suas formas num palpitar quase imperceptível?"
Eu disse "não. a mancha continua no mesmo sítio, eu
continuo a olhar para ela e não se passa nada"
Tu disseste "e no entanto a mancha alastra e toma
conta de ti. liberta-te do corpo. tu é que não vês"
Eu disse "o que é que isso interessa?"
Tu disseste "...nada".

A.L.C.